Delegado detalha investigação de menina sequestrada no Paraná e localizada em Blumenau

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Tudo começou quando a mãe procurou pela polícia no Paraná e fez o registro de que a filha de 11 anos teria sido sequestrada, no dia 11 de setembro. A pequena morava com a avó no distrito Guairacá, em Guarapuava, no Paraná, desde o final de julho, e foi vista pela última vez pegando carona em uma moto.

A mãe que mora em Blumenau há cerca de oito anos e estava no Paraná ajudando a polícia nas buscas. A criança foi localizada na tarde desta quinta-feira (13). A vítima do sequestro estava em um apartamento no bairro Via Nova. O suspeito de ter raptado a criança é o padrasto dela, um homem de 30 anos, que foi preso em flagrante por sequestro qualificado.

A Polícia Civil de Blumenau entrou em contato com a delegacia de Curitiba e passou a colaborar com as investigações. “Há relatos de que ela informou para uma colega de classe que iria fugir com o padrasto e que ele iria buscá-la. Uma das estudantes chegou a vê-la subindo em uma moto vermelha,” diz o delega responsável pelas buscas, David Sarraf.

A partir dos relatos, a polícia de Blumenau iniciou as investigações e descobriu que o padrasto da menina tinha uma motocicleta em seu nome, da cor vermelha. Também foram levantados indícios de que o suspeito estava na cidade e havia se deslocado do Paraná para Santa Catarina.

O homem foi encontrado em um supermercado, local onde trabalha, e num primeiro momento negou o crime. Entretanto, concordou que a polícia o acompanhasse até a casa dele. “Durante o percurso até a residência, ele confessou que estava com a menina em um apartamento que havia alugado para morar com a menor de idade,” conta o delegado.

Assim que a polícia entrou no imóvel, a menina foi encontrada dormindo na cama e em seguida entregue ao Conselho Tutelar. O suspeito foi preso em flagrante e levado até a delegacia. De acordo com o delegado, a mãe da criança e o padrasto tiveram uma relação de cinco anos, mas apenas com seis meses de convívio com a pequena.

“Com base nisso, houve uma suspeita de envolvimento sexual, quando a menina foi morar com o casal. A mãe ficou desconfiada e levou a filha para viver novamente com a avó em Guarapuava. Mesmo assim, há indícios que os dois continuavam conversando e houve o sequestro. Com base nisso, foi instaurado um inquérito policial que está em fase de conclusão,” finaliza Sarraf.

Agora, o suspeito responderá por sequestro qualificado pela menoridade da vítima, por indícios de motivação de fins libidinosos e inquérito de estupro de vulnerável.

A mãe desconfia que o ex-companheiro é apaixonado pela filha. “Ela veio morar comigo em dezembro do ano passado, e em abril, ele chegou a fazer um exame de gravidez nela. Nesse tempo ele deve ter tentado alguma coisa, mas deu a desculpa que era um menino da escola. Ela diz que não, mas eu desconfio que sim. Ele perseguia ela pelo celular,” conta a mãe.

A mãe ainda conta que o padrasto ajudou para que ela fosse ao Paraná tentar localizar a filha. “É assustador! Eu pedi ajuda financeiramente e ele disse que iria me ajudar. Ela me ajudando para tentar viajar para uma cidade onde minha filha poderia estar e ela estava do meu lado,” conclui.

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