Fundação Cultural investe R$ 4,1 milhões anualmente na manutenção preventiva dos museus

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Fotos: Secretaria de Turismo / Divulgação

O incêndio que atingiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, trouxe à tona o tema manutenção preventiva a todas as rodas de conversa. A pergunta que fica é: como é este cenário na cidade?

Blumenau conta atualmente com 15 museus e espaços memoriais entre públicos e particulares. Locais que preservam a memória do povo blumenauense, desde a sua colonização há 168 anos, passando pelo desenvolvimento da indústria têxtil, do cristal, e indo até a arte feita por quem é daqui.

A Fundação Cultural do município é responsável hoje pelo Mausoléu Dr. Blumenau, Museu de Hábitos e Costumes, Museu da Família Colonial e Cemitério dos Gatos. Anualmente, a prefeitura repassa R$ 4,1 milhões que são destinados a manutenção preventiva e rotineira de todos os prédios.

“Todos os espaços pertencentes à fundação passam por manutenção constantemente, temos esta conscientização,” afirma o presidente da Fundação Cultural de Blumenau, Rodrigo Ramos.

Os principais e mais visitados museus estão localizados no Centro e a maioria em áreas alagáveis. “Por conta das cheias do Itajaí-Açu temos a precaução de digitalizar o acervo de todos os museus que ficam nessas localidades vulneráveis a enchentes. Se por acaso, algum incidente acontecer, temos tudo catalogado”, reforça Ramos.

Para se ter uma ideia, o Museu da Família Colonial, completou 50 anos em 2017 e é naquele espaço que estão guardados objetos da era colonial da cidade. Cada cômodo da casa conta um pouco da história de fundação do município. Todo acervo está documentado em fotografias. O espaço já passou por diversas enchentes, como as da década de 1980 e a de 2008. No fim do século XIX, Blumenau foi assolada por uma cheia do rio, e naquela época a casa pertencente ao fundador da cidade que fica ao lado do atual museu, foi levada pela força da correnteza.

O Museu de Hábitos e Costumes, que fica no início da Rua 15 de Novembro, tem todo acervo fotografado e digitalizado. Já no Museu de Arte de Blumenau (MAB), de acordo com o presidente da fundação, a limpeza das peças e a manutenção é feita constantemente, juntamente com a digitalização.

Foto: Secretaria de Turismo / Divulgação

“A guarda do patrimônio histórico e cultural também é da comunidade. A população pode e deve nos ajudar a manter o acervo sempre em dia, com todo cuidado,” conclui o presidente.

Para acessar o interior dos museus da Família Colonial e de Hábitos e Costumes é cobrado um valor simbólico ao visitante de R$ 5. O dinheiro também é investido na manutenção das duas estruturas.

Vale lembrar que muitos museus hoje pelo mundo tem a visitação do acervo aberta ao público completamente digital e tecnológica. Desta forma, os itens originais ficam guardados em outro local, em segurança, como é o caso do Museu da Fifa, em Zurique, na Suíça, que utiliza telas e projeções.

ARQUIVO HISTÓRICO

No início da semana, Blumenau recebeu a notícia de um convênio firmado pela prefeitura para receber da União quase R$ 500 mil para melhorias no Arquivo Histórico José Ferreira da Silva e também na Fundação Cultural, na Biblioteca Municipal Fritz Müller, e o auditório Edith Gaertner.

O recurso já está garantido. “O dinheiro chegou em boa hora e tem destino certo! Até meados de novembro iniciaremos as obras no prédio central,” afirma Rodrigo Ramos.

MUSEU DE ECOLOGIA FRITZ MÜLLER

Blumenau conta também com um museu dedicado a um dos primeiros imigrantes alemães a chegar à cidade, Fritz Müller. Sua sede fica na Rua Itajaí, no bairro Vorstadt, onde o cientista alemão vivia. O acervo é composto por animais taxidermizados, fósseis, insetários, ossos de espécies em extinção da Mata Atlântica, todos pertencentes ao naturalista.

De acordo com a diretora de Educação Ambiental da Faema, Adriane Valozo, o museu tem alvará dos bombeiros para funcionamento. “Constantemente uma equipe da URB realiza a limpeza no imóvel, tanto no jardim, quanto na parte que fica embaixo da casa. Todas as cercas em volta do terreno foram refeitas, bem como a parte elétrica que faz parte da manutenção preventiva. Há também um vigia 24 horas que a prefeitura coloca à disposição do espaço,” afirma.

O projeto arquitetônico de restauro e também ampliação do local foi apresentado em março deste ano e tem como objetivo resgatar características antigas do imóvel. O projeto contempla ainda a manutenção da iluminação, do sistema elétrico e em relação aos animais taxidermizados que precisam de sílica e desumidificadores.

“A nossa expectativa é que até o final de setembro tudo esteja pronto para começarmos a captar o recurso por meio da Lei Rouanet e, por fim, darmos início a restauração,” finaliza Adriane.

Foto: Secretaria de Turismo / Divulgação

MUSEU DA ÁGUA – ETA I

O espaço nada mais é do que a primeira estação de tratamento de água construída no município, e o único no Brasil. No local é possível visitar todas as etapas do processo de coleta e purificação do líquido precioso, até a sua distribuição de abastecimento. Além disso, o museu tem um mirante de encher os olhos, com vista para a área central da cidade.

“O Museu da Água é uma estação de tratamento e hoje trabalhamos em conjunto em um projeto de reforma do espaço. Sempre foi feita a manutenção paliativa da área, por isso, estamos elaborando agora uma nova proposta que contará com acessibilidade, questões de prevenção e segurança,” ressalta o diretor-presidente do Samae, Cleverton João Batista.

Foto: Secretaria de Turismo / Divulgação

MUSEU DA CERVEJA

O espaço é administrado pela Secretaria de Turismo e está localizado na Praça Hercílio Luz, no coração de Blumenau, no Centro, em frente a Fundação Cultural. O museu apresenta coleções de peças que pertenceram a extinta Cervejaria Feldmann, que tinha sede no bairro Vila Itoupava.

Há equipamentos antigos onde os blumenauenses na época produziam a cerveja, fotografias, documentos e textos sobre a história da cidade relacionada à cerveja. Todo acervo está catalogado.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Turismo, nos últimos 12 meses uma série de reparos foi feita na estrutura, visando a manutenção do museu sendo que foram investidos aproximadamente R$ 30 mil. Toda a parte elétrica foi reformada, onde aconteceu a substituição da fiação antiga pela nova. Além disso, foram feitas melhorias nos banheiros, telhado e nas paredes internas, por conta da umidade.

O Turismo também adquiriu um aparelho de TV que é utilizado para os vídeos com explicações dos museólogos. A equipe do museu passa hoje por treinamento de reciclagem e conhecimento visando atender o turista da melhor maneira possível.

O espaço ainda possui o alvará do Corpo de Bombeiros e está com o equipamento contra incêndio e as licenças em dia.

Foto: Secretaria de Turismo / Divulgação

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