O Metrô voltou. Agora falta o título. Por Emerson Luis

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Foto: Bruno Vicentainer

O retorno para a Série A foi justo, merecido. Ser campeão vai tornar essa conquista ainda mais relevante. Terá um grande peso entre os torcedores, apoiadores, patrocinadores, terá influência no futuro do clube. O impacto será muito maior.

Na última coluna citei os cinco meses de atividades que estariam resumidos em 90 minutos na decisão de Camboriú.

Até para não cometer injustiça, esse planejamento começou em 2017 com a eleição da nova diretoria e consequentemente a escolha dos integrantes do departamento de Futebol, que tinham a tarefa de escolher o técnico.

Foto: Bruno Vicentainer

Não foi uma decisão imediata. Diretores estavam divididos, havia uma lista com três a quatro nomes, contudo a chegada de Rodrigo Cascca, na metade de fevereiro, como coordenador, foi fundamental. Um grande acerto, já que faltava um profissional com essa visão crítica, independente, a ponte com os homens do Futebol, para conduzir essa transição.

Em janeiro, antes mesmo da chegada de Cascca, Isaque Pereira já fazia a lapidação, no dia-a-dia, em jogos-treinos, contra equipes amadoras da região. Até jogo festivo foi disputado com cidades que comemoravam aniversário. Depois vieram adversários qualificados como Paraná, Joinville, Avaí…Só que em tudo havia um propósito: observar os moleques dos times sub 17 e 20, ver quem realmente tinha condições de encarar uma competição profissional.

Na partida deste domingo (19), dos 22 atletas relacionados, estavam lá 10 garotos criados na base. Dois titulares: Igor e Rodolfo. No banco: Zé Carlos, Maurício, Clau, Dudu, Riba, Eduardo, Nathan e Henrique.

Jovens como Persuhn, Carlos, Matheus, João Paulo, Carlos Eduardo, Fred, Demmer, Michael, Adrian, Curti e Guilherme ajudaram de uma forma ou de outra. Teve ainda o Ruan que com a mesma rapidez que virou titular foi embora atuar na segunda divisão da Turquia junto com Igor Silva.

Não dá para esquecer do Rafael Schmitz, que deixou a aposentadoria de lado, fez promessa para o filho, entrou em forma e foi importante, ajudou bastante. Pena que se machucou.

O goleiro Martins e o atacante Luiz Ricardo jogaram pouco, estavam acima da cota dos 23 anos, mesmo assim, tiveram parcela de contribuição, assim como Maurílio, Guilherme Morassi, Cassiano e Fabrício. Até mesmo Wayne que pediu para ir embora.

Foto: Bruno Vicentainer

Todo esse mecanismo passa necessariamente pelos demais integrantes da comissão técnica, no qual cito em nome de todos, como referência, o incansável Nair Coral.

Foi legal ver de novo Marcelo Mabilia, William Paulista e Egidio Beckhauser (o cara que aparece pouco, mas teve papel importantíssimo nos bastidores), lembrar de Rodrigo Cascca. Já foi tema aqui da coluna, porém não custa reforçar que o ex-treinador indicou as contratações de Paulo Henrique, Palhinha, Ari Moura, Bruninho, William Paulista e ainda Wayni e Luiz Grando que se lesionou. Também aprovou Marcelo Godri e Zé Victor que estavam em período de avaliação. Mais: poucos queriam a volta do Elton que estava apalavrado com o BEC e ele brigou para ter o zagueiro que fez um baita campeonato. Cascca merece esse reconhecimento.

Por fim, Mabilia. Sujeito inteligente, metódico, que simplesmente deu continuidade ao trabalho dos dois companheiros. Não inventou. Foi coerente. Escalou os melhores, rodou o time na medida certa. Com experiência de ter jogado em grandes clubes como Grêmio, Corinthians, Fluminense, Internacional, falou a linguagem dos boleiros, respeitou as características de cada um (dentro e fora de campo), não puxou o saco de ninguém, foi extremamente profissional, ganhou o vestiário. Fez o feijão com arroz muito bem temperado.

A conquista é de todos direta e indiretamente envolvidos no projeto. E é com esse espírito coletivo que o clube precisa focar no Marcílio Dias a partir desta segunda-feira e brigar para ser campeão. O Metropolitano não pode se acomodar. É preciso pensar grande. Falta beber champanhe na taça.

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