12 anos da Lei Maria da Penha – Especialistas falam sobre as medidas para evitar a violência contra a mulher

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Foto: Divulgação

Crimes contra as mulheres tem chamado a atenção nos últimos dias. No dia 25 de julho, Bianca Mayara Wachholz, de 29 anos, foi assassinada pelo ex-namorado em Blumenau com um tiro no rosto. No último domingo, Andréia Araújo, de 28 anos, foi morta pelo marido em Jaraguá do Sul. Ela estava grávida de três meses e teria recebido um soco. No Paraná, a advogada Tatiane Spitzner foi jogada do quarto andar de um prédio pelo companheiro. Antes de morrer, imagens de câmeras de monitoramento mostram ela sendo espancada.

Segundo dados do Instituto Maria da Penha, a cada 2 segundo uma mulher é vítima de violência no Brasil (física, psicológica ou verbal). Em Santa catarina, as cidades com maior número ocorrências de violência doméstica são Florianópolis, Joinville e Blumenau. Para especialistas, para mudar esse cenário, é preciso avançar em vários aspectos.

Confira a opinião dos especialistas:

MARILEI POST – INTEGRANTE DA BATUCADA FEMINISTA
“Precisamos educar as novas gerações para uma cultura que não seja pautada em preconceito e violência. É uma coisa que a gente aprende em casa! E a discussão de gênero nas escolas também é fundamental. Principalmente em Blumenau que já tentaram barrar esse tipo de discussão!”

Foto: Redes Sociais

DAVID SARRAFF – DELEGADO
“O principal ponto é interromper o ciclo de agressão. A partir do momento que um relacionamento amoroso parte para a agressão ou ameaça, ele deixa de ser um relacionamento amoroso! E vira um relacionamento doentio e possessivo! Nisso a mulher tem que colocar um ponto final e procurar a delegacia!”

RICARDO BORTOLLI – ASSISTENTE SOCIAL
“Muitas mulheres ficam com medo de denunciar devido a fragilidade nos serviços públicos como um todo. Muitos municípios não possuem uma delegacia especializada para atender esses casos. Em Blumenau há uma delegacia, mas a estrutura não oferece segurança – tanto estrutura física, quanto humana, para incentivar as mulheres a denunciarem o agressor. Precisamos melhorar esses serviços! ”

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