E agora, Metrô? Por Emerson Luis

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Foto: CA Metropolitano / Sidnei Batista

SE…
O Metropolitano começou aceso, disposto a resolver o jogo. Se William Paulista vai na rede, quando recebeu de Bruninho, girou e bateu no canto esquerdo de Christofer, a história poderia ser outra (muito mais méritos do goleiro do que do atacante). Se Jean Dias não se machuca ainda no primeiro tempo, talvez o desempenho do time não fosse tão aquém do esperado (Maurílio, o seu substituto, não foi bem, perdeu inclusive a chance do empate na cara do gol, na etapa final). O se, o quase, não jogam.

MERITOCRACIA
O Metropolitano não se achou, não encaixou, foi envolvido. Costumamos não enxergar méritos no adversário. É preciso reconhecer a capacidade do Marcílio Dias. Foi melhor, mereceu a vitória, demonstrou mais preparo e frieza em um jogo com requintes de decisão.

FAVORITO
A performance do Marinheiro comprovou minha preocupação externada na última coluna. O Marcílio tem um time chato, cascudo, bem treinado por Waguinho Dias.

PREOCUPAÇÃO

O Metrô ainda é um dos favoritos ao acesso, também montou um elenco para subir, assim como o Marcílio, só que a competição tem demonstrado que quando alguém está lesionado (Marcelo Godri) ou suspenso (Ari Moura) não consegue ser linear e equilibrado. Junte-se a isso uma tarde pouco inspirada do ponto de vista tático e técnico.

DESTAQUE
No segundo tempo, até melhorou. Muito desse crescimento se deve à entrada do menino Nathan. Foi o único que encarou a bem postada linha defensiva do adversário, foi para dentro, colocou vida em um time que não reunia forças para buscar a igualdade. Foi dele as melhores jogadas individuais.

Foto: CA Metropolitano / Sidnei Batista / Divulgação

MENÇÃO
Destaque ainda para Rodolfo que foi a linha de fundo, aproximou, buscou a tabela. Foi um lateral ativo, ao contrário de Paulinho, que raramente passou do meio-campo. O camisa 2 foi engolido pela marcação e não repetiu suas eficientes e decisivas atuações.

Foto: CA Metropolitano / Sidnei Batista

CONFUSO
Palhinha também chamou a responsabilidade por alguns momentos justamente após a saída de Bruninho. No primeiro tempo, os dois praticamente ocuparam o mesmo espaço, pois Bruninho jogou mais como meia do que atacante pela esquerda. William Paulista ficou isolado, tanto é que teve de sair da área algumas vezes porque a bola não chegava.

PASSADO
Enfim. Passou. Já foi. Claro que é preciso corrigir esses erros sob pena de refugar na semifinal. Bom mesmo era ter vencido. Conquistar o título de uma fase traz vantagens como jogar por dois resultados iguais e fazer a segunda partida em casa. O Metrô perdeu quando poderia. Agora não dá mais. Se bem que ainda dá…

DILEMA
O Metropolitano está em uma sinuca de bico. Se vencer o BEC e o Fluminense perder ou empatar com o Camboriú, entra como segundo colocado por índice técnico. Vai encarar justamente o Marcílio Dias que terá os dois benefícios citados acima. Se empatar ou for derrotado no clássico (independente do que vai acontecer no Robertão), terá pela frente o Camboriú – que também jogará com o regulamento debaixo do braço.

DISCERNIMENTO
Sem refugar, usaria o bom senso, a razão, pouparia os titulares, recuperaria dentro do possível os lesionados, daria oportunidade para quem não vem atuando, apostaria na garotada. Fugiria do duelo com o Marcílio, um clube de camisa, de influência.

EMOÇÃO
O problema nessa hora é que muitos dirigentes (em todo lugar é assim) se preocupam com a reação dos torcedores e nem sempre a torcida tem razão.

Foto: CA Metropolitano / Sidnei Batista

PROJETO
O que é melhor? Ter mais chances de superar no mata-mata um adversário inferior e voltar a elite do futebol catarinense ou manter o prazer da freguesia contra o rival (empate não muda nada), com o iminente risco de continuar na amarga e deficitária segundona?

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