O Metropolitano chegou. Falta o acesso. E os abutres de plantão, por Emerson Luis

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CRISES
Na última coluna destaquei as brigas internas que assolaram o Blumenau, que respingaram de uma forma ou de outra no time e contribuíram para a sua campanha irregular. Todos os clubes têm problemas, uns mais, outros menos, administrados cada um a sua maneira.

DECISÃO
O Metropolitano conseguiu controlar a tempo seus atritos. Ao trazer Marcelo Mabilia para o lugar de Rodrigo Cascca, abafou um foco de descontentamento dentro do elenco e agradou alguns dirigentes/parceiros/empresários, que queriam a saída do treinador.

META
Com essa medida, arrumou a casa, se reforçou e conseguiu seu primeiro objetivo. A classificação para as semifinais era obrigação. Não estar na disputa por uma das duas vagas para a Série A seria um desastre. Tudo está conspirando a favor. Porém, ainda falta o acesso.

TÍTULO
Um passo importantíssimo foi dado. Melhor se vencer o returno, pois terá a vantagem de jogar por dois empates na semifinal e trazer o jogo da volta para o Sesi. Tudo necessariamente passa pela vitória neste domingo (5) diante do Marcílio Dias em partida marcada para às 15h com expectativa de um grande público. O ingresso custa R$ 20.

PERIGO
Vejo alguns torcedores empolgados falando em goleada, em freguesia. Discordo. Vai ser um confronto complicado. O Marcílio também montou um grupo para subir. No dia 17 de março de 2019, não vai querer comemorar o seu centenário na segundona.

QUALIDADE
De todos os times que vi atuar no Sesi, o que mais me chamou a atenção foi justamente o Marinheiro. Fisicamente tem uma equipe forte, possui jogadores cascudos, e com a posse de bola tem um contragolpe muito rápido. Considero o estilo de jogo, o perfil do elenco, muito parecidos com o do Metropolitano.

PROPOSTA
Waguinho Dias deve armar um esquema bem sólido, cauteloso – até porque um empate estará de bom tamanho, pois na última rodada, o Marcílio recebe o Operário de Mafra. O Marcílio vem para Blumenau para não perder.

PERDAS E GANHOS
O Metrô vai precisar sair para o jogo. Pena que não contará com Ari Moura, expulso diante do Barra. Um desfalque e tanto. Ari seria o cara ideal para furar esse ferrolho. Em compensação, a volta de Palhinha traz a cadência, a vivência necessária para um jogo tenso como esse.

RECEIO
Essa semana, diretores se reuniram com o procurador de um titular. Perguntei se estava sendo negociado, se o contrato poderia ser ampliado, se daria para segurá-lo até o fim da Série B. Não respondeu. Isso tem me intrigado. Espero estar errado.

FAVORITO
Se o Metropolitano chegar inteiro na semifinal, se não perder ninguém (machucado, suspenso ou negociado), tem todas as condições de ser campeão. Cresceu na hora certa.

PROGNÓSTICO
Quem me acompanha na RICTV e na rádio Massa FM sabe que desde o inicio, antes mesmo da bola rolar, cravei, com muita convicção, que o time estaria entre os quatro melhores. No Clube da Bola, em um programa estadual, não tem sido diferente.

APEDEUTAS
Achar que torço contra, que quero o mal do clube, que não desejo sua afirmação, que “Ele é BEC” é de uma maldade e estupidez sem cabimentos.

HISTÓRIA
Dois exemplos dessa minha “perseguição” e “má vontade”: 17 de junho de 2007. FC St. Gallen 2 x 4 Metropolitano. Final do Torneio Internacional do Centenário do FC Lustenau na Áustria. Jogo que acompanhei na época pela Rede SC/SBT no Madrugadão da Antônio da Veiga em tempo real pela internet, naquela manhã fria de domingo. Metrô campeão, comemoração dos torcedores, foguetório, carreata…



PROFISSIONALISMO

O que alguns infelizes não sabem é que na véspera fui ao casamento de um dos meus melhores amigos. Aproveitei muito pouco. Aliás, quase nada. Só jantei e fui embora, afinal no dia seguinte, bem cedo, tinha de acompanhar aquele momento histórico. Adivinhe qual era o único profissional da Imprensa presente? Giu Campos até hoje não me perdoa.

HISTÓRIA
21 de setembro de 2013. Caxias do Sul. Estádio Alfredo Jaconi. Juventude 0 x 0 Metropolitano. Série D do Campeonato Brasileiro. O acesso bateu na trave, faltou pouco.

PROFISSIONALISMO
Na época, o amigo e chefe de jornalismo Alexandre Gonçalves (hoje compadre) e eu entendemos que aquele era um momento importantíssimo para o crescimento do clube, que merecia o acompanhamento da RICTV Record in loco. Seria muito mais simples acionar a matriz de Porto Alegre ou até fazer uma parceria com um cinegrafista freelancer. A emissora comprou a ideia e bancou (sem nenhum patrocinador envolvido) todas as despesas de combustível, alimentação e hospedagem.

FATOS
O que certos amargurados não sabem é que tinha em casa uma filha com poucos meses de vida e uma esposa de primeira viagem preocupada não só com a longa viagem. Naquele sábado, véspera da partida, Santa Catarina começava a sofrer com uma nova enchente.

OLHO GRANDE
Conseguimos passar por Rio do Sul na BR-470 – ponto crítico de alagamento – e seguimos até o Rio Grande do Sul. Na volta, contudo, com problemas na BR-101, tivemos de pernoitar em Sombrio. Chegamos em Blumenau só na segunda-feira à tarde. Foram três dias longe de casa com um único objetivo na mente insana de alguns: secar o Metropolitano.

ABUTRES
São 28 anos de estrada, comprometidos com o jornalismo isento, imparcial, profissional, que alguns pobres de espírito insistem em distorcer. Nas redes sociais se transformam em paladinos da justiça, criam conflitos, alimentam o ódio, vomitam impropérios. Raivosos, pavimentam seu insosso e inútil legado.

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  1. E agora, Metrô? Por Emerson Luis – ALEXANDRE JOSÉ

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