Mãe que viu a filha ser assassinada teme pela própria vida e de familiares

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Foto: Especial / Portal Alexandre José

Sônia Wachholz, de 67 anos de idade, mãe de Bianca Mayara Wachholz, assassinada no dia 25 de julho pelo ex-namorado, diz temer pela própria vida com a possibilidade do suspeito ser solto. “Ele invadiu minha casa, eu abri a porta, ele me empurrou, foi atrás da minha filha e atirou nela. Ele pode fazer isso com qualquer pessoa, inclusive comigo que sou a única testemunha do crime,” conta a mãe muito emocionada.

De acordo com o depoimento da mãe de Bianca, a filha passou a noite anterior ao crime, na terça-feira, dia 24, na companhia do ex-namorado no apartamento alugado no bairro Velha. Ao chegar na casa dos pais na Rua Ângela Leicht, Itoupava Central, na quarta-feira pela manhã, ela contou que Everton havia colocado uma arma em sua cabeça ameaçando ela e a cachorrinha de morte. Imediatamente a mãe entrou em contato com o pai do suspeito que disse não saber de nada sobre as atitudes do filho. Ela então afirmou que Bianca faria um Boletim de Ocorrência contra Souza.

Cerca de uma hora depois, por volta de 13h30, Bianca contou à mãe que ouviu um barulho do lado de fora da casa. A mãe fechou a porta e disse para a filha que não havia ninguém. Minutos depois Sônia abriu a porta e se assustou, pois Everton estava em sua frente simulando gestos de que estaria se limpando. Ela convidou o ex-namorado da filha para entrar e conversar.

Em seguida, Bianca apareceu e questionou ao ex “você está armado?“. Na sequência, Everton empurrou Sônia e saiu correndo atrás de Bianca. A vítima acabou escorregando e caiu próximo a entrada do banheiro. A mãe tentou segurá-lo, mas não conseguiu evitar. “Ele apontou a arma na direção da minha filha e falou ‘eu disse que iria te matar, não disse?‘ e atirou”, conta.

O disparo atingiu o nariz de Bianca, saindo pelo pescoço. Após o crime Everton saiu correndo, pulou o muro novamente e fugiu. Neste momento a mãe começou a gritar por socorro e ajuda. Bianca Mayara Wachholz infelizmente não resistiu ao ferimento e morreu no local. Outra testemunha, vizinho da família Wachholz, viu o suspeito pulando antes e depois do crime.

“Minha filha gostava de ler e desenhar. Antes dela ser morta, Bianca estava trabalhando em uma arte para colocar em seu portfólio,” diz a mãe abalada.

Segundo o pai, Celso Wachholz, representante comercial, a filha tinha que andar sempre com o celular por perto, pois o ex-namorado era extremamente ciumento.

Confira o vídeo da entrevista com os pais de Bianca:

“Eu não vou falar o nome desse psicopata. Ele tirou a vida da minha ‘Banca Preta’, como eu a chamava carinhosamente. Ela voltou para o porto seguro dela para tentar se salvar e aqui ela morreu, nos braços da mãe,” conta o pai emocionado.

“Não vou mais acreditar na justiça se ele for solto colocando a minha vida, de familiares e amigas da Bianca em risco. A arma do crime não foi encontrada, ele disse que jogou no rio, mas quem pode garantir? Ele é um assassino,” afirma a mãe que teme pela própria vida e do marido Celso.

EVERTON JÁ TINHA BOLETIM DE OCORRÊNCIA POR VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Os pais de Bianca buscaram assistentes de acusação para auxiliar no caso. De acordo com o advogado, Alexandro Maba, assim que o inquérito for concluído, o documento será encaminhado para a 1ª Vara Criminal e em seguida irá ao Ministério Público para oferecer a denúncia.

“O suspeito não tem residência fixa, não tem trabalho fixo, mas não há processos criminais abertos contra ele. Estamos agora buscando provas para que possamos solicitar nossa participação junto ao MP. Assim, clamaremos a justiça que seja aplicada a pena máxima a este cidadão,” completa.

Ainda segundo Maba, Everton já possuía um Boletim de Ocorrência em 2014 por Violência Doméstica. Conforme o documento ele teria invadido a casa de uma ex-companheira, que conviveu durante nove anos, com uma arma em mãos. Ele teria ameaçado e, felizmente, a vítima conseguiu fugir.

“Ele matou Bianca, fugiu sem demonstrar arrependimento, abandonou o veículo por falta de combustível próximo a Associação dos Servidores Públicos Municipais de Blumenau em uma rua sem saída. O pai do suspeito confirmou em depoimento que o filho confessou a ele o assassinato. Agora temos o áudio que Everton enviou a uma amiga confessando ter matado a ex-namorada“, conclui o advogado Alexandro Maba.

Diante das provas que constam no inquérito policial, o mesmo será encaminhado ao Fórum no início da próxima semana para que o juiz e o Ministério Público tomem as devidas providências.

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