Início Esporte A teoria do amor na arquibancada, por Emerson Luis

A teoria do amor na arquibancada, por Emerson Luis

PREVISÃO
Fico imaginando o público que estará no Sesi neste sábado, às 15:10, no jogo entre Blumenau e Guarani. A partida, inclusive, será transmitida pela Record News ao vivo para todo o Estado em canal aberto e pelo Facebook.

APOIO
O incentivo do Grupo RIC valorizando a Série B é louvável. A visibilidade para os jogadores é mundial, por conta da Internet. Mas a gente sabe que essa facilidade também faz com que o torcedor de resultado fique em casa.

MATEMÁTICA
Se forem ao estádio os cerca de 350 torcedores que estiveram no clássico, o prejuízo não será tão grande. Seja BEC ou Metropolitano, qualquer um deles, precisa ter no mínimo mil pagantes para não sair no vermelho. Aluguel do Sesi e taxas da Federação custam aproximadamente R$20 mil.

TESE
Por isso discordo (baseado em números) quando dizem que o blumenauense ama futebol. Quando foi a última vez que o Sesi lotou? Foi contra a Chapecoense, no Estadual de 2017, quando a tragédia com o avião da Lamia ainda causava comoção.

FATO

Não tenho dúvida que metade do público não foi lá para acompanhar o bom momento do Metropolitano na época, e sim para ver alguns dos sobreviventes e o trabalho de reconstrução da Chape.

HISTÓRICO
Acompanho o futebol profissional de Blumenau desde 1990, quando comecei no rádio. A maioria só vai na boa. Tenho parentes e amigos que são assim e arrisco a dizer que não temos mil torcedores na cidade. Dos dois times. Como torcedor entende-se o cara que vai a campo faça chuva ou faça sol, um apaixonado pelo clube. O fanático, o sócio. Esses estão lá sempre, independente da colocação na tabela. São rostos conhecidos.

VITÓRIA
Evidente que o produto final do futebol é o resultado. Produz a reação em cadeia no dia-a-dia, nas conversas de boteco, nos churrascos das patotas, na mídia, na cidade…O grande problema é que nossos representantes não conseguem se firmar. Não ganham títulos de expressão.

PRÁTICA
O BEC, aliás, foi campeão da Série C. Wanderlei Laureth, na época presidente, tinha convicção que tudo seria diferente. Sabe o que mudou? Nada. Denúncias de irregularidades na sua administração e a briga interna com a Associação Amigos do BEC atrapalharam, é verdade. Mesmo assim, temos hoje menos gente na arquibancada do que ano passado.

CHANCE
Diante do Guarani, o Blumenau pode recuperar um pouco desse crédito. O resultado vai definir qual vai ser o destino desse time: lutar por uma das vagas das semifinais ou se manter, brigar pra não cair.

ÂNIMO
O Operário vai tirar ponto de muita gente em Itaiópolis. O Blumenau só tem dois pontos a mais do que o time de Mafra. Por isso tem de abrir o olho, voltar a vencer. Dar um motivo para que este grupo gestor – agora comandado por Carlos Alberto Seara Filho -, diretores e colaboradores não desanimem de vez.

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