Família de mulher assassinada em Blumenau pede justiça

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Foto: Redes Sociais

A família de Bianca Mayara Wachholz, assassinada na tarde da última quarta-feira (25/7), não esperava receber a notícia que o suspeito do crime fosse liberado pela polícia. Acompanhado do pai, Éverton Balbinott de Souza, de 31 anos de idade, prestou depoimento, mas ficou em silêncio por cerca de 40 minutos, ao delegado Bruno Effori, responsável pela divisão de homicídios da DIC da Polícia Civil de Blumenau. Logo em seguida, ele foi liberado, já que não houve flagrante do crime. Agora os parentes da vítima querem que a justiça seja feita.

“A nossa joia morreu nos braços da mãe. Essa mãe que concedeu a vida para uma filha e teve que ver o último suspiro da Bianca,” diz o pai, Celso Wachholz.

O suspeito de ter cometido o homicídio é ex-namorado dela. O casal estava junto há um ano e Bianca pediu o término do relacionamento há cerca de um mês. Por conta disso, a vítima vinha recebendo ameaças do ex-namorado.

“Ele chegou a morar com a gente. Nós abrimos o nosso porto seguro enquanto eles ainda não haviam alugado um apartamento durante meio ano. Ele simplesmente volta, pula o muro e causa essa desgraça,” conta o pai abalado.

A jovem de 29 anos de idade estava começando a ser reconhecida em toda cidade pelo seu trabalho com a arte. O pai, diz que a filha chegou a enviar um dos quadros feitos por ela à Inglaterra.

“Ela chegou a concluir este trabalho do rosto de uma mulher indígena e inclusive já foi despachado para o outro país. Eu achei a coisa mais linda do mundo. O professor que recebeu o quadro nem imagina que hoje Bianca está morta,” diz Celso.

Celso Wachholz diz que não tinha conhecimento das agressões psicológicas e físicas que a filha vinha sofrendo no último ano. “A minha filha não queria ter problemas me colocando em perigo. Ela conversava com a mãe e elas me escondiam tudo isso. Há algumas semanas ele chegou a cortar Bianca com uma faca. Ela teve que levar um ponto em uma das na mãos. Para se resguardar, Bianca resolveu voltar para o seu porto seguro e aqui ela morreu,” conclui o pai.

Segundo o delegado Davi Sarraf, responsável pela investigação, a Policia Civil representou pela prisão preventiva no final da tarde desta quinta-feira (26/7), mas ainda não tinha sido autorizada pelo Poder Judiciário no momento em que o suspeito se apresentou. Sem a autorização a polícia não tinha permissão de efetuar a prisão de Éverton naquele momento.

– O CRIME

O homicídio aconteceu na tarde de quarta-feira (25/7), na rua Angela Leicht, no bairro Itoupava Central, em Blumenau. Uma mulher de 29 anos foi assassinada pelo ex-companheiro com um tiro no rosto. O suspeito não aceitava a separação do casal. A vítima, Bianca Mayara Wachholz, era designer de moda em Blumenau. O suspeito, Éverton Balbinott de Souza, de 31 anos de idade, atuava como Uber.

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