O Dia D e as crises internas, por Emerson Luis

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DECISÕES
Todo jogo é decisivo, mas esta 5ª rodada da Série B é crucial para as pretensões de Metropolitano e Blumenau. Diante das circunstâncias, o BEC até pode empatar. O Metrô, não.

FLEXIBILIDADE
O Metropolitano recebe o Guarani às 19h30 no Sesi. Interessante a antecipação em 40 minutos. Quarta, domingo. Não importa. É preciso fugir sempre da concorrência do Campeonato Brasileiro. Como o horário vinha sendo quebrado (20h10) poderia ser 19h10, 19h15. Mas está bom, já houve um avanço. Acredito em um público superior a mil pagantes apesar desse tempo carrancudo.

DESFALQUES
O Blumenau é o primeiro a entrar em campo. Às 15h faz o “jogo da vida” contra o Operário. E para variar, Viton tem problemas. Machucados, o lateral direito Julinho, o lateral esquerdo Rafael, o zagueiro Richard, o volante Fernando Prado, o segundo volante Jean Carlos e o atacante Maranhão estão vetados. Suspenso, o beque Ramon também não viajou. Sete ausências.

ESTALEIRO
Na verdade, são 11 desfalques (10 lesionados). Nessa conta dá para incluir o volante Ygor (que quebrou o pé antes do campeonato), o lateral Andrey e os atacantes Thor e Afonso, todos baleados.

DUREZA
Não tem escalação garantida. Achou pouco um time inteiro fora? Pode piorar. Negreiros foi vetado. Uma ferida na cabeça tem incomodado o veterano atacante de 38 anos. Maikinho joga no lugar.

ESFACELADO
Viton deve começar o jogo com Roger Paranhos, Paulinho, Alex (que volta de suspensão), Zé Clock e Adeilson; Bruno Sena (outro que volta após o 3º cartão), Sérgio Alan, Rafael e Ruhan; Juninho (artilheiro do time com 5 gols) e Negreiros (Maikinho). Miller, outro que estava no DM, pelo menos fica no banco. Pode ser aproveitado no decorrer da partida.


Ninguém disse que seria fácil. Só não se imaginava tantos contratempos. É muita coisa assolando um único time. Enfim, como disse Viton com quem conversei por telefone: “Vamos lá, vamos encarar, temos de acreditar ”.

PLUS
Falando em crença, o elenco assistiu ontem (24/7) à noite, em um hotel no centro da cidade, uma palestra sobre motivação, autoconfiança. Tudo é bem-vindo nessa hora.

ITAIÓPOLIS
Nessa altura do campeonato, só os jogadores e integrantes da comissão técnica é que podem tirar a equipe – e por extensão o clube – desse ambiente movediço. E grande parte dessa meta passa pelo traiçoeiro gramado do estádio 16 de abril.

RODÍZIO
Guardadas as devidas proporções, o Metropolitano também viveu um momento conturbado. A falta de resultados fez com que o time fosse comandado por três treinadores diferentes em 13 jogos: Rodrigo Cascca, Isaque Pereira e Marcelo Mabilia. Nesse aspecto, se nivelou ao rival que também foi dirigido por três profissionais: Rony Aguilar, Jefferson Menezes e Everton Gomes, o Viton.

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BUSINESS
O clube também negociou o meia-atacante da base Ruan (antes de ser titular no time profissional já existiam conversas para a sua saída) e o atacante Igor Silva, ambos para a segunda divisão da Turquia.

ROTINA
Aproveito o gancho para lembrar que clube que não vende jogador não sobrevive. Veja o campeão brasileiro. O Corinthians esfacelou seu elenco.

HORA CERTA
Não vejo problema algum nas transações de Ruan e Igor. Foi feita no momento adequado e não como em 2012 quando o Metropolitano vendeu Maurinho para a Bielorússia por 500 mil dólares.

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HORA ERRADA
Na época, o clube se viu obrigado a negociar o atacante porque os diretores estavam botando dinheiro do bolso. Foi um rolo. Os gringos não pagaram, a FIFA foi acionada e só em 2016 a grana veio. Entraram na conta cerca de R$ 960 mil. Dirigentes e investidores foram ressarcidos e o restante foi aplicado para pagar dívidas do Catarinense e da Serie D.

PRECIPITAÇÃO
Foi um tiro no pé, uma transação na hora errada. A saída do atacante “quebrou” o time e a magia que reproduziu na cidade. Nunca se viu tanta comercialização por camisas e produtos, a procura para se associar bateu recorde porque o Sesi estava ficando pequeno. Aquele time (inteiro) fez o torcedor sonhar com o título.

REFORÇOS

Recordei aquele momento porque foi marcante em todos os sentidos. Por ora não tem coincidências com a atual fase. As ausências de Ruan e Igor Silva até agora foram supridas com a chegada de reforços na reta final do prazo de contratações.

PERDA
Outro que saiu recentemente foi o centroavante Wayne. Desmotivado, alegou problemas particulares e foi embora. Não dá para esquecer o desfalque de Rafael Schmittz. O zagueiro se machucou na estreia contra o Operário, retornou depois de um bom tempo, e voltou a sentir a lesão no joelho. Vai operar.

PÊNDULO
Tem ainda o Palhinha, o cara da articulação, a liderança técnica e mental, assim como o Rafael. Palhinha já sentou no banco contra o Fluminense. Fica como opção de novo esta noite. Não dá para arriscar.

INDICATIVO
Hoje Mabilia tem opções que mantém o padrão de jogo, diferentes de seu colega de trabalho Viton. Também pode se dar ao luxo de manter a mesma escalação – só Elton volta de suspensão na vaga de Clau, zagueiro da base que não comprometeu domingo. O Metrô chega encorpado nessa reta final e dá mostras que vai chegar. Precisa manter o equilíbrio e o nível de concentração.

CONFLITOS
Então é isso. O futebol é muito cíclico. Crises de ordem técnica, tática, física, disciplinar, administrativa todos têm, são reportados naturalmente. Agora, a maioria dos problemas internos a gente desconhece. São abafados. Todo clube tem oposição. Uns mais e outros menos. Quando o time está ganhando e os objetivos são alcançados isso fica em segundo plano.

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