Reflexos do Clássico, com Emerson Luis

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Foto: Divulgação

RECEITA
Clássico se ganha antes do jogo, na preparação da semana, no ambiente interno, na intensidade dos treinos, na motivação, na cobrança diária, no vestiário, na primeira dividida…

VANTAGEM
Metropolitano e Blumenau estão começando a construir uma rivalidade. Esse foi apenas o quarto confronto (três oficiais e um amistoso), todos vencidos pelo Metropolitano.

DUELOS
Teremos ao menos mais três partidas esse ano: a volta da Série B, e os jogos da Copa Santa Catarina, já que os dois times demonstraram interesse em participar.

PLANEJAMENTO
No último domingo (8) venceu o mais preparado e estruturado dentro e fora de campo. Como time e como clube.

BANCO
Tecnicamente, apesar das ausências sentidas de Palhinha e Bruninho, vetados, o Metropolitano tinha mais opções e poder de fogo no banco, sem contar o ritmo de jogo.

DEPENDÊNCIA
O Blumenau dependia da criação de Miller para articular as jogadas, aproximar e finalizar. Sobrecarregado, com Lucas Vaz, Thor e Marcelinho, pouco inspirados e presos na marcação, o 10 do BEC não conseguiu sem linear durante os 90 minutos. Faltou parceria.

ARRISCADO
Aliás, entendo que Viton foi muito ousado ao jogar aberto, com três atacantes, diante de um adversário que tem se caracterizado pela velocidade no contra golpe. No intervalo poderia ter fechado a casinha.

PADRÃO
Taticamente, vimos no primeiro tempo um Blumenau mais arrumado, melhor posicionado, com mais posse de bola, porém pouco ofensivo, conceito implantado por Viton, com mais tempo de trabalho em relação a Mabilia.

RODÍZIO
O terceiro treinador do Metropolitano em nove jogos foi apresentado na terça-feira (3) a tarde e logo em seguida comandou seu primeiro treinamento.

BASE
Contra o Marcílio Dias não dava pra exigir muita coisa, mesmo assim, com o sangue novo da molecada em campo (Clau, José Victor e Ruan), voltou com um ponto importante de Itajaí.

RESENHA
Mabilia tem conversado muito com os jogadores desde que chegou. A propósito me chamou a atenção o tempo e o tom da conversa de dois diretores e de integrantes da comissão técnica no vestiário antes do treino de sexta-feira de manhã (6) no Sesi.

PEGADA
O trabalho estava marcado para as 10h. Começou as 11h15. A importância de vencer o clássico, o acesso, o comprometimento do grupo diante do esforço do clube para oferecer condições de trabalho adequadas, estavam na pauta.

PREPARAÇÃO
De alguma maneira, o trabalho mental ajudou, todavia não dá pra esquecer o peso que o preparo físico teve no resultado.

RITMO
Sob o comando de Robson Rides, o elenco passou por uma pré-temporada puxada, cientifica. Enquanto o Blumenau “morreu” no segundo tempo, o Metropolitano sobrou.

PLANEJAMENTO
O BEC começou sua preparação um mês antes da competição sob o comando de Dimas Borges, indicado por Rony Aguilar que foi demitido logo na segunda rodada por expor publicamente as dificuldades no dia-a-dia.

IMPROVISO
Hoje quem exerce a função é Jefferson Menezes que assumiu o time sub 17 no estadual da categoria após a saída de Viton. Não há demérito nenhum no seu trabalho, pelo contrário, mas isso explica muita coisa.

MONEY
Futebol é planejamento, organização e motivação. Nesse último caso, entenda-se pagamento em dia e de vez em quando um “bicho” extra como o que foi arrecadado por diretores e parceiros do Metropolitano . Estava prometido contra o Barra. Como o time tropeçou, valeu pro clássico. Só força de vontade não ganha jogo.

REFORÇO
O grupo interventor do BEC vem dentro do possível oferecendo as melhores condições de trabalho. Mas não tá fácil a vida do pessoal, tanto é que foi articulada a reaproximação com Carlos Seara Filho. O médico vai estar à frente da Associação Amigos do BEC- com a parceria dos atuais diretores- pra tentar no primeiro momento arrumar a casa.

METAS
O próprio Seara admitiu na sua entrevista coletiva que já está pensando na Copa Santa Catarina e que fará de tudo para conseguir a vaga na Copa do Brasil de 2019. Ele entende que o principal objetivo no momento é se manter na Série B e se planejar.

PLUS
Reforços estão chegando. Mesmo assim, até o mais fanático tricolor sabe que alcançar o acesso é muito difícil. Tem de continuar apoiando e uma das formas é comprar o pacote de ingressos para os cinco jogos que o time fará no Sesi no returno. Vai custar R$ 75. A Associação espera arrecadar R$ 50 mil.

FOCO
O Metropolitano por sua vez não pode baixar a guarda e achar que a vitória no clássico encobre os defeitos da equipe. É preciso melhorar muito ainda pra chegar lá. Terá de seguir nessa pegada e com os pezinhos no chão. Pelo investimento e histórico na Série A (13 participações) tem a obrigação de chegar entre os quatro melhores.

BUSINESS
A classificação passa também necessariamente fora de campo, por um problema recorrente do clube. Dois jogadores estão indo embora. O meio-campo Ruan e o atacante Igor Silva vão jogar na segunda divisão da Turquia, negociação intermediada pelo ex-centroavante e empresário Osmair Goebel.

CORTINA DE FUMAÇA
Outra coisa que pode atrapalhar são as baladas. É histórico. Pelo menos três atletas foram flagrados em um bar na madrugada de quinta-feira (5), na semana do jogo mais importante do campeonato. Como é bom vencer um clássico.

Com as informações do esporte, Emerson Luis.

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